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A Justiça de São Paulo condenou 7 ex-diretores do Banco Panamericano. Eles são acusados de gestão fraudulenta e crimes de “colarinho branco” entre 2007 e 2010. Todos os réus poderão recorrer em liberdade.

O banco Panamericano, criado pelo empresário Silvio Santos, foi socorrido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em novembro de 2010, para evitar uma liquidação pelo Banco Central. O banco escondeu um rombo bilionário e seus executivos foram acusados de fraude contábil. No ano seguinte, o Panamericano foi vendido para o banco BTG Pactual.

A sentença do juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo, julgou parcialmente procedente o pedido do Ministério Público Federal. Além de condenar os 7 executivos, o juiz também absolveu 10 réus, funcionários e executivos do banco, de todas as acusações por falta de provas.

Veja quais são os executivos condenados e as penas aplicadas:
  1. Luiz Sandoval, ex-presidente do conselho de administração, a 6 anos e 6 meses de reclusão em regime semi-aberto;
  2. Rafael Palladino, ex-diretor-superintendente, a 8 anos e 6 meses de reclusão e, regime inicial fechado;
  3. Wilson Aro, ex-diretor presidente financeiro, a 12 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado;
  4. Marco Antônio Pereira da Silva, ex-chefe da contabilidade, a 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto;
  5. Cláudio Baract Sauda, ex-gerente de controladoria, a 5 anos de reclusão, em regime inicial semi-aberto;
  6. Adalberto Savioli, ex-diretor de crédito, a 6 anos e 6 meses de prisão em regime inicial semi-aberto;
  7. Luiz Augusto Teixeria de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico, a 2 anos de prisão, em regime inicial aberto.
De acordo com a sentença do juiz, os acusados criaram um sistema para fraudar o resultado do banco e omitir prejuízos da instituição do mercado e do Banco Central. Isso permitia que o banco mantivesse uma credibilidade no mercado e conseguisse captar recursos para suas linhas de crédito.

“Por meio da manipulação da contabilidade da instituição, os acusados conseguiram manter ocultos resultados negativos que evidenciavam a grave situação financeira existente. Os dados contábeis gerados artificialmente demonstravam que o banco apresentava lucros e dispunha de caixa suficiente para manter em funcionamento regular, quando, na realidade, vinham sendo acumulados prejuízos ao longo do tempo”, disse a Justiça Federal de São Paulo em comunicado à imprensa.

Publicado em: Globo

Post Author: Akurat

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