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O setor de Tecnologia da Informação (TI) continua despertando atenção dos investidores. Pelo terceiro ano consecutivo, as empresas da área lideraram as negociações de fusões e aquisições realizadas no Brasil, com 19% do total.

Esse dinamismo no setor acontece pela característica de ser formado essencialmente por empresas de pequeno porte, que desenvolvem uma tecnologia ou um nicho de mercado e
passam a ser alvo das maiores, que buscam consolidação.

Apesar de liderar essas transações, os volumes envolvendo as fusões e aquisições na TI são mais baixos do que os registrados em setores mais intensivos em capital, como de energia e varejo.

O sócio responsável pela área de fusões e aquisições da empresa de consultoria e auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC), Rogério Gollo, diz que as projeções para 2017 apontam para um crescimento superior a 20% nessas transações na área de tecnologia. “Existe um forte interesse nesse mercado, tanto dos fundos de investimento, que percebem o potencial de alguma tecnologia ser comercializada para outros mercados, como dos investidores estratégicos, que são empresas maiores de TI que desejam complementar seu portfólio”, revela.

Dados da PwC Brasil mostram que o Sudeste, claro, lidera a preferência de investidores (63%), seguido da região Sul (17%) e do Nordeste (10%). No acumulado deste ano, foram realizadas 91 transações, contra 108 em 2015, o que significa uma redução de 16% no período. Há também uma redução de transações de 21% em comparação com o mesmo período do ano de 2015.

O estudo realizado pela PwC Brasil cita como exemplo a aquisição da Xsol Soluções Tecnológicas, realizada pela Office Total, empresa portfólio da H.I.G. Capital.

Já a Senior Sistemas realizou a aquisição da empresa Work Labs. No Rio Grande do Sul, a gaúcha Sentimonitor, do setor de tecnologia para inteligência e monitoramento de mídias sociais, adquiriu a carioca Vórtio, de Big Data para dados sociais.

As cinco áreas que mais tiveram fusões e aquisições em 2016, depois de TI, foram Serviços Auxiliares, que constitui 12% do total transacionado no período; Financeiro, representando 9% do total, seguido por Químico e Varejo. Todas enfrentaram uma redução no número de negociações realizadas.

Os investimentos de origem nacional consolidam sua posição à frente dos investimentos de origem estrangeira com um total de 245 negociações (redução de 11% quando comparado ao mesmo período de 2015 – 275 transações). Isso significa que, até o mês de outubro de 2016, os investidores nacionais tiveram 55% de participação nas transações anunciadas.

Patricia Knebel

Post Author: Akurat

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