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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 14:51 BRST
SÃO PAULO, 9 Dez (Reuters) – Os
investidores estrangeiros têm apetite por fusões e aquisições no mercado
brasileiro, mas agora estas apostas são muito direcionadas para ativos
específicos, e não baseadas no potencial do país como economia emergente, avalia
o diretor do banco de investimentos do Bradesco, Bradesco BBI.
“O Brasil deixou de ser uma aposta
por si só, mas o investidor detecta uma companhia ou setor e faz uma análise
mais direcionada”, disse à Reuters Renato Enjisman durante evento sobre
private equity do Latin Markets.
Segundo ele, esta tendência se
intensificou ao longo de 2013, diante do crescimento econômico fraco e da maior
volatilidade local. “O Brasil não está mais na cesta de países
emergentes”, disse, acrescentando que esta visão deve permanecer em 2014.
No momento, o mercado de fusões e
aquisições no país ainda sofre com a falta de acordo entre vendedores e
compradores sobre o preço dos ativos, segundo Enjisman. “O vendedor ainda
tem em mente o preço mais alto que já teve, e o comprador está pensando na
baixa”, afirmou.
A volatilidade deixou as companhias
mais seletivas e cautelosas, o que aumenta o prazo de fechamento das operações,
disse o executivo. Mesmo assim, esta retração está sendo parcialmente
compensada pelo grande volume de operações que estão sendo negociadas, de
acordo com Enjisman.
O executivo afirmou ainda que prevê
“janelas” para a emissão de ações de companhias brasileiras ao longo
de 2014.
Em relação aos investimentos em
infraestrutura, o diretor do BBI disse que tem ocorrido mais
“convergência” e mais facilidade de interlocução entre governo e
investidores, o que deve beneficiar os próximos projetos. “Os
empreendimentos que já foram identificados devem se sair bem.”
(Por Natalia
Gómez)

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Post Author: Akurat

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