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O Banco Original decidiu vender a própria marca para o controlador, a J&F Investimentos, holding dos donos do JBS, por R$ 422 milhões. O objetivo do negócio foi tirar os gastos com marketing do balanço do banco. Em termos contábeis, a transação representou ganho de R$ 365,7 milhões para o Original.

Com a receita obtida na cessão da marca para o controlador, o banco registrou um lucro líquido de R$ 43,6 milhões no ano passado, queda de 61% em relação a 2015. Considerando apenas o resultado operacional, contudo, o banco teve prejuízo de R$ 278,6 milhões no ano passado.

O negócio permitirá ao Original transferir para o controlador as despesas de marketing, que vinham pesando sobre os resultados, segundo Aldo Luiz Mendes, ex-diretor do Banco Central e que desde janeiro ocupa o cargo diretor financeiro do Original.

No ano passado, os gastos com marketing somaram R$ 140 milhões, valor que deve se repetir neste ano.

“Um banco que está se lançando não pode se dar ao luxo de ter uma despesa deste tamanho”, afirma. Ao mesmo tempo, os gastos são necessários para manter o Original na disputa pelo varejo bancário, o que levou à ideia de fazer a cessão da marca para a J&F, de acordo com o executivo. A operação com o controlador foi avaliada pela consultoria Kantar Vermeer e também passou pelo crivo dos auditores, segundo Mendes.

Criado em 2008 como Banco JBS, o Original ganhou o nome atual após a compra do Matone, em 2011, feita com financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Mas a grande guinada ocorreu no ano passado, com o lançamento de uma plataforma de banco digital, em um modelo sem agências e com todo o relacionamento feito pelo telefone celular.

Embora tenha sido contabilizado de uma só vez, o dinheiro da venda ainda vai demorar para entrar integralmente no caixa do Original. Apenas R$ 11,7 milhões foram recebidos no ato da venda. A J&F vai pagar o saldo de R$ 410,3 milhões em parcelas mensais pelos próximos três anos, com correção pelo CDI.

Com a compra, a J&F passou a deter a titularidade e todos os direitos sobre a marca e sites do banco na internet. A holding também receberá do Original royalties de 1% do resultado operacional do banco. A expectativa do diretor do Original é que o banco atinja o ponto de equilíbrio (“break even”) até 2019.

O Original atingiu neste mês a marca de 230 mil contas, mais que o dobro da meta de 100 mil prevista para ser alcançada até abril, quando o projeto completará um ano. O banco encerrou o ano passado com R$ 8,7 bilhões em ativos, um aumento de 31% em relação a 2015. A carteira de crédito cresceu 26%, para R$ 5,8 bilhões. Outro reflexo da maior base de clientes ocorreu nas captações do banco, que registraram expansão de 46% no ano passado, para R$ 6,1 bilhões.

Os investimentos realizados na plataforma digital também pressionaram as despesas operacionais, que cresceram 122% no ano passado e somaram R$ 540,5 milhões – incluindo os gastos com marketing. A alta de 109% nas despesas de provisão contra calotes, que atingiram R$ 195,9 milhões, também pesaram sobre os resultados do Original em 2016.

– Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 31/03/2017

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Post Author: Akurat

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